Astral
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ASTRAL – Na Vanguarda Espírita

ASTRAL – Na Vanguarda Espírita


O anseio pela felicidade e o desejo de adentrar os mistérios do universo, conduziu a criatura a buscar o Grande Artista que desenhou, pintou, esculpiu e construiu o universo que nos rodeia.

Naquele distante dia de março de 1926, na casa de Dona Rosa e seu Joaquim, companheiros visualizaram a oportunidade de se unirem para promoverem a diminuição da dor do mundo que os cercavam utilizando-se da colaboração dos seres extracorpóreos. A hora de trabalhar em prol da própria felicidade e de se religar ao Criador chegara, a obra no bem e o compromisso assumido na espiritualidade convidava o grupo recém-criado a divulgar a mensagem do Consolador prometido por Jesus.

Allan Kardec, no Livro dos Médiuns diz: “A par das obras especiais, os jornais formigam de fatos, de narrativas, de acontecimentos, de rasgos de virtudes ou de vícios, que levantam graves problemas morais, cuja solução só o Espiritismo pode apresentar, constituindo isso ainda um meio de se provar que ele se prende a todos os ramos da ordem social.” O desejo de servir conjugado à causa espírita deu força ao grupo para promoverem a assistência espiritual a diversas famílias, onde a obsessão fazia suas vítimas e impulsionava a criatura a buscar entender os porquês da vida.

Os lares visitados recebiam os médiuns e demais componentes do Paraíso do Bem na esperança de ver suas dores diminuídas. Para o obsediado alcançar a paz, não é suficiente ter seu algoz afastado, mas sim, se esforçar para adotar nova atitude perante a existência; impedindo assim, o vínculo mental com aquele que quer lhe fazer soçobrar. Estudar o evangelho sobre a ótica espírita cristã proporcionava uma nova ótica de nossa passagem pelo orbe terreno. O conhecimento do Evangelho espargia luz e atraia os sequiosos de paz íntima, dando início aos núcleos de estudos espiritistas no lar, que em pouco tempo, sentiam necessitados de ampliar o espaço físico e levar aquela fagulha luminosa para todos. Foi desta forma que nasceram centros espíritas como o Araquém (originalmente Cabana de Araquém – Templo da Fraternidade) e o Amor e Caridade (hoje, Centro Espírita Mário Dufles de A.). Desta forma nascia as Viagens Espíritas do Grupo Astral: Sítio (atual Antônio Carlos), Carandaí, Sá Fortes, Conselheiro Lafaiete, Prados, Santos Dumont, Astolfo Dutra, Belo Horizonte, Rio de Janeiro entre outras. O exemplo de Kardec era como a seiva que alimenta a árvore – os membros do Astral repetiam suas experiências no campo da mediunidade e na dedicação à Doutrina reviva do Cristo.

Desbravaram as matas da ignorância, enfrentando o inculto, que tomava o Espiritismo, como forças ocultas das trevas. Como nos ensina Emmanuel: ´A maior caridade com a Doutrina Espírita é a sua divulgação!” Então, saíram como o semeador, a lançar a semente da verdade cristã pelos quatro ventos: estudavam, visitavam companheiros em outras cidades, recebiam os sofredores espirituais; mas, tudo isto ainda era pouco, necessitavam socorrer a infância, por isto, fundaram em 1934, a Escola de Evangelização ´Aula de Iracema’.

Foi através da Aula de Iracema que surge o primeiro periódico espírita de nossa região: O Atalaia. No primeiro momento, a intenção era de se ouvir através dele, as nossas crianças e jovens. Entrementes, com o passar do tempo, o jornal se tornou um dos maiores defensores da causa espírita: explicando, justificando e esclarecendo, para os leigos e opositores do Espiritismo, suas reais intenções. Cidades distantes ficavam agora, sabendo da realidade local. Mais pessoas buscavam os centros espíritas.

O socorro aos necessitados espirituais e o apoio à infância trouxeram os famintos de pão material, nascendo assim o departamento que cuidaria dos quesitos materiais: o Departamento de Assistência Social João Bosco (D.A.S. JOÃO BOSCO), que mais tarde ganharia autonomia jurídica é se tornaria o Instituto João Bosco.

Com quase 20 anos dedicados ao Espiritismo teórico-prático, uma comitiva do Grupo Astral participa do 1º Congresso Espírita Mineiro, em 1944, chegando à conclusão, que o Movimento Espírita à época, precisava melhor sua organização. Surgindo daí, um órgão que agregasse as casas espíritas já existentes, em torno de um proceder comum. Os membros retornam a Barbacena e fundam a Aliança Barbacenense Espírita (ABE), imantando as casas espíritas de nossa região dentro do mesmo ideal.

Quem se compromete com o Cristo, sabe que o trabalho no bem é sempre crescente, por isto, novas formas de se divulgar o cristianismo redivivo surgiam, foi quando a música e o teatro abriram suas asas para alçar voos mais longos. E é por isto tudo, que o Grupo Astral sempre esteve na vanguarda do Espiritismo de nossa região, por não se contentar com o trivial, buscando sempre mais e mais, maneiras de servir ao Bom Pastor. Parabéns Grupo Espírita Astral – Paraíso do Bem, que você possa continuar sempre a frente desbravando os caminhos e mantendo o seu lema: APRENDER SEMPRE A VERDADE E ESPARGIR A LUZ AOS DE BOA-VONTADE!

Curiosidades Históricas

Curiosidades Históricas


* Pesquisas indicam que o Espiritismo chegou a Barbacena através dos trilhos da antiga “Central do Brasil”, com seus funcionários e os mascates que viajavam de cidade em cidade;

* Existiu na Cidade das Rosas, O Grupo Espírita União Fraternal de Barbacena, que manteve, em 1897, uma Escola Noturna, foram, nesse ano, Presidente, Eduardo Magnin, Te¬soureiro, Alfredo Ferreira Paes e o Secretário, o Capitão Agostinho Lopes de Oliveira.

* O jornal ´O ESPÍRITA MINEIRO´ (1908) – Órgão da antiga Federação Espírita Mineira – faz menção à existência do ´GRUPO ESPÍRITA DE BARBACENA´, em 1904.

* No Jornal Espírita Mineiro (agosto de 1908): “(...) Minas oferece o mais lisonjeiro espetáculo no que se refere à difusão da crença espírita. (...) Faltam dados a cerca dos seus antecedentes históricos, mas o que sabemos é que Belo Horizonte, Ouro Preto, Juiz de Fora, Barbacena e Sabará constituem animadores núcleos de organização e proselitismo, quer pela sua importância como localidades, quer como incremento doutrinário, que é dos mais vivazes.”

* Grande entusiasta e expoente do espiritismo foi Fernando Napoleão de Augusto Alencar: médico, abolicionista, poeta, escritor, teatrólogo, articulista e orador; que deu ao Espiritismo grande colaboração. Publicou artigos e poemas no REFORMADOR e no ESPÍRITA MINEIRO e em diversos jornais de Minas. Fez uma palestra na fundação da FEDERAÇÃO ESPÍRITA MINEIRA, em 1908.

* O escritor espírita Pedro Richard (diretor da Assistência aos Carentes pela Federação Espírita Brasileiras), esteve em Barbacena, em 1910, e ao passar em frente a um internato de meninas, viu grande número de pessoas velando o corpo de uma jovem de 16 anos; no ambiente onde havia tristeza e dor, Pedro entrou sensibilizado, pediu licença à diretora do Internato para fazer uma prece. Quando terminou o ambiente era outro. Todos envolvidos por aquele sentimento abraçaram-no. Uma irmã de caridade, com lágrimas nos olhos, perguntou-lhe: _ “Qual é a sua religião?”. Respondeu: _ “Sou espírita, minha irmã!”. Ela disse: _ “Somente um espírita seria capaz de orar assim!”.

* O Grupo Caseiro de Estudo Francisco de Assis foi mantido em uma ‘casa espírita modesta de aparência, de aspecto par¬ticular, mas notável pelo valor espiritual de sua diretora, profes¬sora Corina de Araújo, moça de talento e cultura’. (Durval Nascimento)

* Viveu em Barbacena um médium notável, veterano do Espiritismo é o irmão Vitalino Gon¬çalves da Silva, homem de grande valor nor¬mal e espiritual, um genuíno apóstolo de Cristo’. (Durval Nascimento).

* Dos espíritas de Barbacena, teve, em seu tempo, grande relevo entre seus companheiros de crença: Modesto de Araújo Lacerda, pai da professora Maria Lacerda de Moura, natural de Barbacena, escritora espiritualista, que teve grande projeção em nossa vida intelectual.

* “Em março de 1926, na cidade de BARBACENA, a Rua Thomaz Gonzaga, nº 90, reunidas às famílias de: José Abrantes Júnior, sua esposa e filha Julieta Nazareth Abrantes; Joaquim Alves Coelho, sua esposa D. Rosa Santos Coelho e suas filhas – Léa Santos e Alvarina Santos; Guilhermina da Conceição, Arthur dos Santos, Silvio Mattos e Catharina Santos, reuniram-se para orar em benefício a Arthur Santos...” – Assim começa Zezinho Abrantes, no Histórico do Grupo Astral Paraíso do Bem, que consta na primeira ata do grupo datado de fevereiro de 1929.

* As primeiras viagens espíritas realizadas em nossa região foram efetuadas pelos membros do Grupo Astral Paraíso do Bem – Coração de Jesus, visitando cidades vizinhas de Barbacena e auxiliando na fundação de outros grupos espíritas;

* O Atalaia é o primeiro informativo espírita de nossa região, que temos notícias;

* Em 16 de dezembro de 1934, o Reformador publicou uma matéria sobre a recém-nascida Escola de Evangelização Aula de Iracema do Grupo Astral.

* Chico Xavier este na sede do Grupo Astral em julho de 1936 e psicografou mensagens de Emmanuel, Anthero de Quental e Camilo Martins;

* O Grupo Astral foi o precursor da arte espírita em nossa região, dentre as peças apresentadas encontramos: O Vigarista, Amor de Pai e Dueto;

* A Aliança Municipal Espírita de Barbacena foi criada no dia 24 de setembro de 1944, após o 1º Congresso Espírita Mineiro, sendo a primeira aliança a ser criada no estado de MG, tendo como nome inicial: Aliança Espírita Barbacenense;

* O primeiro presidente da Aliança Espírita de Barbacena foi o Antônio P. Abreu Júnior, e também era presidente do Grupo Astral;

* O primeiro programa de rádio Espírita de Barbacena foi ao ar na década de 50 (1954-1955), pela Rádio Barbacena. O Diretor artístico da rádio, Barbosa Silva, criou e organizou o programa Entre os Vivos e os Mortos; o programa contava com a participação de Vitório Candian, Jacinto Bertola, Célia Terezinha e Luci Lisboa;

* Geraldo Aquino era responsável por um Programa de Rádio no RJ. Ele passou em comitiva por Barbacena, a caminho de Congonhas, em uma campanha para libertar o Zé Arigó, que estava preso. Ao passar por Barbacena, ele palestrou no Grupo Espírita Cristão Evangelho de Jesus, motivando o movimento espírita de nossa região;

* Jacinto Bertola presenciou no Grupo Astral, quando o espírito Jaburu, através da mediunidade de Zezinho Abrantes, psicografou a ducentésima milésima receita para mais um dos sofredores que buscavam ao Grupo Astral;

* Alguns grupos espíritas de Barbacena que foram extintos:
            - Grupo Espírita União Fraternal de Barbacena (Década de 90 do século 19)
            - Grupo Espírita de Barbacena (Década de 10 do século 20)
            - Grupo de Estudos Francisco de Assis (Década de 20)
            - Centro Espírita Jardim das Oliveiras (Alfredo Vasconcelos – Década de 40)
            - Centro Espírita Paz, Luz e Amor (Década de 40)
            - Centro Espírita Caridade e Justiça (1965)
            - Centro Espiritualista Amor e Renovação (1991)
            - Centro Espírita Irmãos da Caridade (1999)

O Bandeirante Zezinho da Luz

O Bandeirante Zezinho da Luz


Era o ano de 1899, nas proximidades da data natalina, dia 18 de dezembro, na pequena cidade de Alto Rio Doce – MG, que o espírito, agora denominado José Abrantes Júnior, renascia para nova experiência carnal. E foi com muita alegria que dona Julieta Couto Abrantes e o senhor José Abrantes Fortuna olharam para o primogênito daquela futura prole de nove filhos.

Os irmãos de Zezinho – Francisco Abrantes Fortuna, Antônio Abrantes Fortuna, Anselmo Abrantes Fortuna, Maria Jose Abrantes Fortuna Quintão, Maria da Conceição Abrantes Fortuna de Carvalho, Ana Abrantes Fortuna e Manoel Abrantes Fortuna – viam nele, um modelo a ser seguido; o respeito adquirido através de seu exemplo, fez com que todos da família se aconselhassem com ele antes de tomar qualquer decisão mais séria.

Pouco sabemos da vida deste bandeirante, mas podemos calcular que a rotina da roça, a família grande e alegria de estar emcarnado mais uma vez neste orbe, mobilizavam forças no mais profundo de sua alma para buscar sempre além.

Casou-se a primeira vez com Maria dos Anjos Abrantes e teve uma filha, que lhe foi muito querida, do mais profundo de seu ser, Julieta Abrantes Fortuna.

Trabalhou como encarregado na companhia da prefeitura Força e Luz e por causa disto ficou conhecido como Zezinho da Luz.

Sempre se mostrou compassivo com o sofrimento alheio, não perdendo nunca a oportunidade de praticar a caridade: distribuía alimentos e medicamentos aos outros. Sua casa vivia cheia de pessoas pedindo ajuda.

De origem católica acabou tendo contato com a Doutrina dos Espíritos e por ela se encantou. Médium que era, até então não conseguia explicar os fenômenos que ocorriam ao seu redor – sempre recebendo respostas do senso comum, que o sobrenatural era obra do diabo. Entrementes, o Espiritismo veio iluminar suas ideias e pensamentos. Tornou-se um discidente entre os seus, juntamente com Tunico Abrantes (Antônio Abrantes Fortuna). As reuniões começaram com os simpatizantes, depois com os enfermos e necessitados. Frequentavam a um aglomerado espírita na antiga Casa do Galo, no Pontilhão, em Barbacena.

Até que em 1926, juntamente com a família Coelho funda o Grupo Astral Paraíso do Bem – Coração de Jesus. Além de auxiliar a todos o que lhe buscavam, incentivou e ajudou na fundação de vários grupos espíritas. Tornou-se benemérito de várias entidades, sendo orador brilhante e estudioso das obras que versavam sobre a nossa existência. Tornou-se jornalista primoroso e bravo, enfrentando polêmicas que marcaram época. Nunca perdera o sentido cristão que norteava sua existência. Como médium foi brilhante, ganhando fama até no exterior, devido aos poderes de cura de seu guia Jaburu, com distribuição de receitas para todos os recantos do país e fora dele. Chegou a curar enfermidades do corpo e do espírito, nas mais de 200.000 receitas distribuídas.

Zezinho também labutou nas fileiras na maçonaria e na Loja Regenreção Barbacenense ocupou diversos cargos, entre eles o de orador.

A viuvez veio visitar o Zezinho da Luz e o segundo consórcio aconteceu no final do ano de 1941 com a senhorinha Léa Santos Dias. Deste segundo matrimônio, nasceu o filho Álvaro Marcos Dias Abrantes.

Desencarnou no dia 29 de janeiro de 1968, em Belo Horizonte, onde se encontrava em tratamento de saúde. Seu corpo foi velado na sede do Grupo Astral e o sepultamento aconteceu no dia 01 de fevereiro.

Em sua homenagem segue o acróstico feito em ocasião de sua desencarnação:

Z elador da doutrina de Cristo

E volando-se a Deus na oração

Z elando de Jesus as virtudes

I ncansável na tua missão

N o apostolado da caridade

H umanitário, glorificando Jesus nas atitudes

O breiro sempre da bondade


A lou-se para Deus

B em dizendo a missão

R registrando para os teus

A glória de coração

N a vida terrena, um adeus

T endo em mente a caridade

E nsinando com fervor

S entir com humanidade



ESCRITO COM BASES NAS INFORMAÇÕES CONTIDAS NOS DOCUMENTOS DO GRUPO ASTRAL, CEDIDAS POR MARCELA ZAIDAN, JACINTO BERTOLA E ENCONTRADAS NO JORNAL CORREIO MINEIRO (15.02.1968)

Mensagem de Zezinho ao Astral

Mensagem de Zezinho ao Astral


A.M.E - Reunião de Vibração - Dia 22/02/2013
Mensagem recebida pela medium Myriam Peixoto no dia 21/02/2013

Irmãos em Cristo Jesus!

Foi-nos permitido, pela bondade do Pai, estarmos, nesta noite, junto a vocês. Somos grato por tudo!

Gostaríamos de agradecer, também, aos outros companheiros de jornada, que tão carinhosamente e caridosos, ofereceram suas dádivas de ajuda ao Centro Espírita Astral Paraíso do Bem, trabalhando para que suas atividades fossem reestruturadas e pudessem continuar na ajuda fraterna e esclarecedora aos irmãos do caminho, que como nós tanto necessitam.

Estamos nesse momento colocando nosso testemunho de poder continuar, através da Aliança Municipal Espírita de Barbacena, comunicando a todos o caminho seguro, os norteamentos dos trabalhos que se realizam em nome de nosso Mestre Jesus, na caridade e assistência espiritual a todos que a procuram.

Quando a casa abre suas portas, deixa que a luz se irradie a todos, e assim a ajuda acontece. Meus amigos, ao reinaugurar e conservar um foco de luz, estamos levando a mensagem a tantos que sofrem.

Um dia pudemos contribuir um pouco com essa chama pequenina, quando fundamos a “Aliança”, com o objetivo de dar maior segurança à divulgação do Evangelho em prol dos que sofrem.

Hoje, nesta oportunidade, pudemos sentir a seriedade da proposta espiritista que vem de todos vocês, que coordenam o trabalho na região. Continuem sempre estendendo a mão, para amparar, consolar e esclarecer. Uma assistência espiritual efetiva tem por base o Evangelho, o estudo e a seriedade. Não desanimem nunc a e sigam confiantes, servindo sempre.

Agradecidos a Deus, a Jesus e a Kardec, nos despedimos de todos com um abraço da paz. Levem aos trabalhadores do Astral Paraíso do Bem, o nosso fraternal abraço. Um irmão, que tão pouco fez e que hoje se esforça por melhorar. Contando com o esforço e boa vontade, sempre venceremos.


Zezinho.

Mensagem psicofônica de José Abrantes Júnior (Zezinho)

NOVAMENTE: RECOMEÇAR...


Grupo Astral Paraíso do Bem – Coração de Jesus, tendo as cinco pontas amparadas pela falange de Jaburu – estendendo à aula de Iracema, O Atalaia e as diversas atividades elaboradas por durante muitas décadas – cresceu, frondejou e lançou sementes que foram levadas pelo vento se espalhando pelos quatro cantos da Terra.

Muitos de vocês tiveram contato com pessoas que foram beneficiadas, que foram curadas, que aprenderam na aula de Iracema ou através dos ensinamentos de todos aqueles que se tornaram nossos benfeitores na Vida Maior. E a semente, que foi lançada ao vento, caiu em terra e cresceu se alastrando e atingindo pessoas até de outras religiões; mas alguns, que receberam os frutos desta árvore maravilhosa, voltaram à árvore principal, que tinha sido absorvida por erva daninha que intentava sufocá-la e arrancar-lhe a vida. Sabemos que tudo que tem um início, materialmente falando, um dia terá seu fim; mas este não é o momento do final do, hoje denominado, Grupo Espírita Astral Paraíso do Bem.

O Astral, tão bem representado pela cor azul, na tonalidade que nos relembra o céu e as nuvens, hoje desce a Terra, neste banquete de luz; e todos vocês são convidados a participar deste magnífico festim, que outrora – no passado – pude saborear.

Muitas vezes, este banquete, que me trouxe satisfação, a posteriori me apresentou quadros de digestão difícil e amarga, causada por aqueles que não nos entendia os ideais, por aqueles que se tornaram na Terra inimigos do Cristo, embora envergasse a sua cruz e dissessem ser seus seguidores...

Muitas vezes chorei, muitas vezes me senti solitário, mas o Bom Pai nos atendia nas necessidades, não nos permitindo faltar jamais o amor dos amigos do dois planos da existência.

Ah! Grupo Astral! Como lhe sou grato por tudo o que você me ofereceu – as noites de solidão, o trabalho cotidiano, as dificuldades – para que aqui em Barbacena fincasse suas raízes, não foi em vão, pois hoje os seus frutos são vistos, não apenas nesta cidade, mas em muitas outras cidades de nossa região.

Meu coração está em júbilo e se as lágrimas me vêem aos olhos, são lágrimas de alegria...

Que nos ampare a Bondade Divina, para que entendamos que toda dificuldade é passageira, que o que mais vale é a força que caminhamos aqui na Terra, sentindo que Deus nos guia e que Jesus nos abriga em seu grande coração... Se no passado retiramos do nome ´coração de Jesus´ foi por causa das confusões religiosas, mas se hoje ele não se encontra nas placas, se encontra na essência do grupo, pois o coração representa para nós o órgão essencial do amor e da vida que nos sustenta, que nos ampara.

Meus amigos, meus irmãos, e porque não dizer meus filhos?

Perseverai na luta, porque muitas dificuldades surgirão, pedras de tropeço aparecerão diante de todos vocês, mas acreditem, vale a pena perseverar e trabalhar pela causa, pela qual encarnamos na Terra: de trazer a todos a bandeira da caridade sob a égide do espiritismo cristão.

Sintam-se abraçados e saibam que todos vocês presentes tem o compromisso firmado no céu com está casa. Não a desamparem, não a abandonem, nem mesmo pensem nisto, por mais que a noite seja tenebrosa. De todas as formas permitam que nós, dos dois planos da vida, continuemos unidos pelo Cristo e com o Cristo.

Se ligarem suas antenas psíquicas, perceberam que muitos que trabalharam nesta casa, ou que por ela passaram, ou que de alguma forma foram beneficiados se encontram presentes: dos Fernandes, dos Varandas, dos Guimucci, dos Bertolas, dos Mirandas, dos Zonzim, dos Esteves, dos Abreus, dos Coelhos, dos Abrantes – todos nós, todas as famílias, hoje nos unimos e de mãos dadas fraternalmente intentamos lhes enviar as nossas vibrações de amor e o nosso sincero agradecimento.

Fiquem, meus irmãos, na paz de Nosso Mestre Jesus. Sintam-se amados e queridos, por que o são, perdoe a fragilidade daquele que foi médium menor na Terra e cumpriu, não tão bem sua tarefa, mas que com a sinceridade que lhe era peculiar tentou...

Um abraço sincero do Zezinho da Luz.


* Mensagem psicofônica de José Abrantes Júnior – recebida na sede do Grupo Astral em 02.08.2011

O Futuro Nos Aguarda

O Futuro Nos Aguarda


Desde o início do ano de 2002, começamos alimentar o desejo de registrar a história do Espiritismo em nossa região, e por isto, começamos a reunir o material sobre os acontecimentos realizados pelo nosso movimento. Em 2007, tivemos a oportunidade de apresentar parte deste trabalho, que recebeu o nome de Raízes Espíritas em Barbacena.

Ao final de exibição do vídeo, fomos convidados por dona Terezinha Varandas para conhecer o Grupo Astral (grupo homenageado no vídeo, mas não o conhecíamos em sua intimidade). Aceitamos o convite e após a primeira reunião em outubro de 2007, ficamos magnetizados pela casa: recebidos cordialmente pelos membros da família Fernandes, que durante muitos anos sustentou o funcionamento do grupo; e pelos espíritos que nos indicaram um compromisso espiritual com o grupo, era preciso renovar-lhe a energia. E foi neste momento, que os espíritos nos entregaram documentos do Grupo Astral e do Instituto João Bosco, que haviam sido esquecidos e se tornado alimento das traças.

O grupo, que até então, mantinha uma reunião de orientação espiritual, à Rua Dr. Cláudio, recomeçou com os estudos das obras básicas de Kardec. E em breve tempo, novos companheiros vieram somar as fileiras de trabalho: estudar, trabalhar no bem e esperar – era o que nos pediam os espíritos. Em 2010, fomos convidados a mudar o local de reunião e fomos para a Rua Tomaz Gonzaga, 330. A localização melhorou, novos trabalhadores chegaram e os espíritos nos incentivaram a abraçar novas tarefas. A Caravana a ‘ Luz do Evangelho’ surgiu sob a tutela de nossos benfeitores e muitos lares começaram a receber nossos caravaneiros. Estudando o espiritismo e divulgando o Evangelho, era necessário começar uma atividade social, nasce o COMPANIS (vindo do ato de compartilhar o pão). Organizamos campanhas que visavam dirimir as dificuldades de instituições de caridade.

Em 2011, nova diretoria assume e a liberação para reformarmos o espaço acontece (reforma modesta: pintura, melhoramento na divisão do espaço e acertos de alguns detalhes). Em agosto, as portas foram abertas para receber o público: palestras, passe, atendimento fraterno, fluidoterapia, grupos de estudos – as baterias começaram a ser recarregadas.

No ano de 2012, o velho telhado da casa octogenária pediu nossa atenção, e o que seria uma modesta obra tornou-se um trabalho colossal. Para pagar as dívidas: trabalho, dedicação e muitas doações.

Nossos objetivos, daqui para frente, visam ampliar as atividades do Grupo Astral: reuniões de segunda a sexta (grupos de estudos, reuniões públicas e tratamento espiritual); a Sociedade Espírita Amor e Paz (SEPAZ) nos cedeu o Programa de Orientação ao Menor – Amor e Razão (POMAR) – e dentre em breve estaremos atendendo as famílias carentes; já em comunhão com o Sargento da PMMG Cláudio Almeida e o médico Dr. Marcílio Farah, iniciaremos um ciclo de estudo (no 2º semestre) sobre a dependência química, com o intuito de criar uma ação voltada para os dependentes químicos, e/ou familiares, e/ou de prevenção ao vício.

Com fé no Grande Arquiteto do Universo e buscando nos espelhar em Jesus, esperando alcançar a vitória de nos tornarmos dignos de trabalhar em prol de um mundo melhor. Seguimos sempre, pois o futuro nos aguarda...


Direção do Grupo Espírita Astral Paraíso do Bem

Atalaia - O nosso Começo

Atalaia - O nosso Começo


Com o título O nosso Aparecimento, em 5 de setembro de 1937, surgiu o primeiro número de O ATALAIA, manuscrito, como porta-voz dos alunos da Escola Infantil – Grupo Astral. Nascido que foi de uma vontade férrea da presidente da escola infantil e do primeiro secretário da escola. Fui convidado a tomar parte na redação, que, de muito bom grado aceitei.

Deu-se-me a ocasião de escrever O Nosso Aparecimento, no qual disse nascer em manuscrito e que eu pensava em passá-lo pela datilografia e mais tarde pelas oficinas tipográficas. Quando foi lido este primeiro artigo, foi ele recebido pelos próprios irmãos, com uma explosão de gargalhada; como, também, foi recebida a notícia de Benjamim Franklin pela Real Sociedade de Londres, o resultado de suas experiências sobre o poder condutor das varas de ferro para a eletricidade atmosférica. A sábia Sociedade recusou-se terminantemente a mandar imprimir o memorial de Franklin nos seus artigos. Benjamim Franklin foi criticado e tratado de visionário quando tentou, entre os seus contemporâneos, mostrar a realidade hoje tão conhecida e adotada.

Assim, também escrevendo que um dia poderíamos surgir das máquinas tipográficas, um ar de riso crítico inundou todo o ambiente, e, como se fosse, um aparelho receptor de rádio, recebi a onde que me era emitida no momento: – Coisas de crianças; mas um ideal não morre, pode, é verdade, estacionar ou retardar.

Ei-lo agora, que surge vigoroso a conduzir a voz da infância e da juventude nos lares dos nossos irmãos, convidando-os a não se tornarem retardatários na seara do Mestre Amado. Surge O ATALAIA, nascido de seu sonho idealizado, passando pelas máquinas tipográficas, com o fito muito especial de levar aos irmãos o nosso convite para caminharem na estrada do progresso, quer material ou espiritual, e, cooperar com os nossos abalizados colegas para mostrar que o Espiritismo não consiste somente no receber-se espíritos ou no rezar-se em torno de mesas das sessões, nem discutir sem conhecimento de causa para não cair em ridículo. Espiritismo é ciência, e como tal, não tem um método especial e nem mestres, conforme dizem os princípios evangélicos: A ninguém chameis de Mestre – disse Jesus.

Como método só existe a RAZÃO. Espiritismo é filosofia: e, como tal, sabemos que está no Amor da Ciência. Ciência geral dos seres, das causas e efeitos, serenidade de espírito, desprezo das coisas do mundo, sabedoria.

O Espiritismo é religião e esta palavra por si só nos diz: RELIGIÃO vem da palavra religar, logo só se poderá religar aquilo que já esteve ligado, ou melhor, fazer voltar a alma criada à Suprema Alma Criadora. O Atalaia é pequeno em tamanho, mas irá trabalhar para tornar-se grande entre os seus irmãos de boa-vontade, levando-lhes o que aprendemos e mais este pedido: ensinai-nos fraternalmente, porque o nosso lema é: ´Aprender sempre a verdade e espargir a luz aos de boa-vontade.

Caros leitores e amigos, a voz da infância e da juventude pede agasalho nos vossos espíritos de aguçada observação e de tolerância cristã. (...) Com os meus quarenta anos de escola corporal, tenho procurado estudar na medida de minhas forças, e os meus amiguinhos, aos quais deposito toda a minha esperança convidaram-me a trabalhar com eles, desde o tempo em que o nosso jornal era manuscrito. Incluindo neste número, faço fervorosos votos ao Pai Altíssimo pela felicidade de toda a humanidade, muito amor aos de boa-vontade.

Nestas colunas, em nome de meus companheirinhos, quero testemunhar a nossa mais sincera gratidão aos queridos confrades Amadeu Santos, Astolfo Olegário de Oliveira e Mario Vitorano, vibrantes jornalistas, diretores do ARAUTO DA FÉ, que nos prodigalizaram a felicidade de vermos o nosso Atalaia realizar o seu sonho dourado.

A esta trilogia fraternal e cristã, o nosso profundo reconhecimento e gratidão.


J. Abrantes Júnior (31/05/1939)

* Alterações realizadas na ortografia e na introdução do texto.

Aula de Iracema - Unindo Crianças e Adultos

Aula de Iracema - Unindo Crianças e Adultos


Em setembro de 1934, José Abrantes Júnior e o Dr. Diogo Paes de Barros partem para o Rio de Janeiro para visitar a Federação Espírita Brasileira e a Liga Espírita do Brasil. E é no bairro de São Francisco de Assis – subúrbio do Rio – que se encontram com Dr. Benjamin Constant Magalhães e Coronel Fournier, tendo a oportunidade de conhecer a Cabana Antônio de Agrimo. Lá presenciam uma tarefa voltada para as crianças, a evangelização infantil, denominada a AULA DE TEREZA.

O público mírim ouvia a narrativa cativante da benfeitora espiritual, Tereza, que naquele momento inundava o mundo infantil com seus contos. Oportunamente, o espírito Tereza pediu ao confrade Zezinho Abrantes que se concentrasse e permitisse que o espírito falasse aos jovens através dele. O benfeitor Jaburu se manifesta e conta um episódio sobre a vida de Dom Bosco. Ato contínuo, Tereza orienta o médium Zezinho que fundasse uma escola idêntica em Barbacena.

O espírito de Canagé estava satisfeito, pois outro espírito havia se comprometido em criar uma escola no interior de Minas Gerais.

José Abrantes Júnior retorna para a Barbacena e convida a Dona Rosa Santos para darem início a empreitada. E foi, no aniversário de Alvarina Dias que Iracema, através de Zezinho, faz uma prece e conta uma lenda sobre a Verdade. Neste dia, funda-se a Escola de Evangelização Aula de Iracema. E sob a tutela desta benfeitora, os trabalhadores foram orientados para dar início a organização das atividades: determinou-se que as aulas aconteceriam no domingo às 3 horas da tarde e que em dezembro próximo aconteceria a aula inaugural, com direito a festa e convidados.

Em dezembro de 1934, a caravana da Aula de Tereza, os companheiros espíritas de Juiz de Fora e Santos Dumont, compareceram para a fundação da Aula de Iracema, em Barbacena. O Grupo Astral lançou convite geral para toda a cidade. Infelizmente a iniciativa não agradou ao clero local. O vigário Padre Raul Coutinho organizou a chegada de missionários holandeses para o momento das atividades da Aula de Iracema. Ungidos pelo sentimento de combate ao espiritismo gritavam pelas ruas da cidade: Viva a Igreja! Viva os padres!

O tumulto foi grande, a rua em frente a sede do grupo (Praça Conde de Prados), foi tomada pela multidão. E era, neste exato momento, que a presidente da Aula de Iracema, Léa Santos Dias, fazia um discurso e oferecia flores aos companheiros presentes para a inauguração da escola de evangelização. Ouvindo os gritos e sendo envolvida pelo mais alto, Léa foi até a janela do sobrado, despetalou as flores e as lançou sobre a multidão que gritava. Os outros presentes, vendo o gesto da jovem, começam a imitá-la, com intuito de mostrar que a Doutrina Espírita carrega a proposta da paz – se lhe jogam as pedras da incompreensão e da intolerância, devemos devolver as petálas do perdão e da resignação. Foi assim, o início da Aula de Iracema, demonstrando a todos que as 'palavras movem, mas os exemplos arrastam!'.

Sendo a primeira escola de evangelização de nossa cidade, a Aula de Iracema, voltou-se para as crianças, incorporando-as ao trabalho do Grupo Astral. A escola e o grupo se tornaram um só – viajavam juntos, trabalhavam juntos e serviam ao Cristo juntos. Segunindo o exemplo da organização e atividades exercidas pela Aula de Iracema, os outros grupos começaram a formar as suas escolas de evangelização, atendendo assim, a criança e o jovem.


TEXTO ESCRITO COM BASES NAS INFORMAÇÕES CONTIDAS NOS DOCUMENTOS DO GRUPO ASTRAL, GRAFADAS POR J. ABRANTES JÚNIOR.

Instituto João Bosco

Instituto João Bosco


Em o Evangelho Segundo o Espiritismo, Paulo de Tarso traz a bandeira do ontem para o movimento de reformulação da Terra: ´Fora da Caridade não há salvação!´. E, no recém criado Grupo Espírita Astral Paraíso do Bem, nasceu a necessidade de ajudar aqueles que mais sofriam.

O Espiritismo nos impulsiona a ajudar aqueles que mais sofrem, e desde há muito tempo, as necessidades materiais são preocupações que tiram o sono de boa parcela do povo brasileiro. E embora, o Grupo Astral fizesse atendimentos nos lares afetados pela obsessão, promoviam a divulgação da Doutrina Espírita, não podiam fechar os olhos diante daqueles que precisavam de pão e lume. Unindo os parcos recursos que eram dados aqui e ali, se estabeleceu uma forma de minimizar os sofrimento material daqueles que os buscavam. Imbuídos do sentimento da fraternidade cristã, o Grupo Astral cria o Departamento de Assistência Social João Bosco (DASJB.).

Como a preocupação maior do grupo sempre foi com a infância e a juventude, o nome do inefável educador e sacerdote católico Dom Bosco foi sugerido; no afã de lhe seguir os passos e encaminhar os jovens para a edificação de um mundo melhor. Sob a orientação da escola de evangelização ´Aula de Iracema´, o departamento visava prestar assistência social, material e moral – e até lecionar o ensino primário – às crianças pobres, recém-nascidos e gestantes, dirimindo às dificuldades apresentadas pela vida carente.

Fundado em 21 de outubro de 1948, o D.A.S. JOÃO BOSCO promovia um relatório bimestral com a exposição de todas as suas atividades desenvolvidas naquele período: reuniões realizadas pela Diretoria Executiva, ação da correspondência executada pela Secretária, balanço financeiro com escrituração e numerário da Tesouraria, relato de visitas efetuadas pela Comissão Visitadora, exposição do movimento de todo material feito pela Comissão Zeladora, divulgação e propagação do instituto realizado pela Comissão de Expansão, ação arrecadadora efetuada pela Procuratória e a apresentação do Quadro Associativo e das Atividades do D.A.S. João Bosco. O relatório se encerrava com uma conclusão, dissertando sobre o trabalho, o auxílio recebido e agradecimentos; e em ato contínuo, apresentava a diretoria.

Na capa do relatório bimestral que era distribuído gratuitamente, apresentava a reflexão: ´A caridade te chama, / Pratica-a sem alarde. / Atendes agora; amanhã / talvez, seja muito tarde´.

De uma organização admirável, suas contas eram constituídas em pastas e ficavam à disposição de quem o desejasse. Com o aumento dos trabalhos e dos colaboradores, novas idéias foram surgindo com o tempo. E foi assim, que no dia 5 de julho de 1959, o D.A. S. ´João Bosco´ reuni-se na sua sede à Praça Conde de Prados, 126 e tratou sobre a mudança do nome da instituição e a reforma do estatuto – que ganhava a partir deste momento, personalidade independente do Grupo Astral Paraíso do Bem, deixando de ser um departamento e se tornando o INSTITUTO JOÃO BOSCO (IJB).

O instituto conquistou admiração e respeito da sociedade barbacenense, e por isso, pessoas de melhores condições financeiras doaram alguns terrenos para aumento das atividades do IJB. E foi após a construção de sua sede própria á Rua Tomaz Gonzaga, 330, Boa Morte, que as atividades se intensificaram. E em 1970, o Instituto almejou fazer uma reforma no imóvel para implantação de um colégio idealizado pela presidente da instituição Léa Dias Abrantes. E 1975 celebrou-se o contrato de locação entre o IJB a Sociedade Educadora LTDA.

Com o passar dos anos, os idealizadores e trabalhadores perderam, alguns o vigor e outros a vida física, deixando assim o trabalho, que deveria ser continuado para a posteridade e para os homens (e mulheres) de boa-vontade.


Nelson Xavier

Sobre a Égide de Jaburú

Sobre a Égide de Jaburú


Quando iniciamos nossas visitas ao Grupo Astral, ouvíamos a saudosa dona Aracy Fernandes pronunciar uma evocação a Curador indígena e sua equipe seguindo da Prece de Cáritas.

Orientada pela cultura enraizada nos longos anos do grupo, a boa velhinha firmava sua fé e dizia:

“Que as cinco pontas da estrela do Grupo Astral Paraiso do Bem seja amparada pela falange de índios do Jaburu contra a falange do mal!”

Surge a Aliança Espírita de Barbacena - AME

Surge a Aliança Espírita de Barbacena - AME


Com o crescimento do Espiritismo por toda as Gerais, as lideranças em se reunindo, durante o 2º Congresso da União Espírita Mineira, chegaram à conclusão da necessidade de melhor se organizar os grupos espíritas que existiam.

O Congresso, que com certeza, contava com a orientação espiritual, fez com que os congressistas saíssem motivados para auxiliarem no aprimoramento do nascente Movimento Espírita. Sentiram a necessidade de fundar uma instituição que congregasse todos os elementos dispersos em cada região, estabelecendo uma liga para orientação uniforme na propaganda e na prática de seus ideais. Decidiram-se por criar as Alianças Municipais.

Nossa região, contava com o espírito valoroso, nobre e motivado de Zezinho Abrantes, que representava o espiritismo de Barbacena na capital mineira...

Zezinho retorna à Barbacena vibrando no amor do Cristo, para a construção do bem. Empenhou-se em visitar as casas espíritas aqui existentes e com a alma sintonizada com o ideal da unificação: explica, comove e convence aos confrades espíritas, da necessidade de se criar um órgão administrador para os grupos espíritas de nossa cidade e região.

A Aliança Espírita Barbacenense (AEB) recebe a doação de um lote da família Varandas para a construção de sua sede a Rua Sete de Setembro e fazem o lançamento da pedra fundamental. Um projeto arquitetônico é feito, mas devido às dificuldades financeiras e o alto custo da obra, a construção no lote doado foi abandonada.

Zezinho Abrantes com sua garra de bandeirante auxiliou a desbravar a mata da incompreensão, da má vontade e da preguiça, trazendo a lume a PRIMEIRA ALIANÇA ESPÍRITA do estado de Minas Gerais, no dia 24 de setembro de 1944. As primeiras reuniões da Aliança Espírita Barbacenense (AEB) foram realizadas nas dependências do Grupo Astral Paraíso do Bem, sendo realizadas, mensalmente, visitas às casas espiritas já edificadas e as em formação. Agregaram-se me torno da AEB, oito grupos espíritas: Grupo Astral Paraíso do Bem, Centro Espírita Novo Oriente, Grupo Espírita Cristão Evangelho de Jesus, Cabana de Araquém, Centro Espírita Amor a Verdade, Centro Espírita Jardim das Oliveiras, Centro Espírita Mário Dufles de A. e Centro Espírita Paz, Luz e Amor.

Em um tempo que havia muito preconceito, pouco dinheiro, dificuldades gigantescas em locomoção e baixo grau de instrução – os obstáculos a serem superados eram enormes; mas outro problema inquietava os confrades: onde funcionaria a sede da Aliança? E é aí, que entra em nossa história uma personagem marcante. Primeiramente, demonstrou o seu desapego, e a posteriori, permitiu-nos identificar o poder da sua amizade, coragem e personalidade empreendedora: Mário Lacerda da Cruz Machado.

Cruz Machado assumiu a responsabilidade de construir a sede, e na antiga Rua Dr. Laurindo, no Bairro Boa Morte, em um lote de sua propriedade, começou a construção. O terreno foi doado à Aliança e quando era necessário comprar material ou pagar funcionários, o próprio Cruz Machado o fazia com recursos próprios.

Dois dedicados companheiros, que trabalharam em prol da materialização do órgão de unificação do movimento espírita. Durante certo tempo, fizeram estudos e reuniões, mas as pessoas achavam o local distante, e a sede era apedrejada pelos antipatizantes da Doutrina Espírita, fazendo com que a frequência diminuísse até a casa ficar abandonada...

Cruz Machado então comprou algumas lojas no Edifício Mercantil e ali instalou a nova sede da Aliança. Mas, à noite, a galeria do edifício ficava abandonada e vândalos arrombavam a porta ficando a sede desprotegida. Mais uma vez e pacientemente Cruz Machado se dispôs a ajudar; vendeu as lojas. Sua cunhada Juracy, tinha uma loja localizada à Rua Monsenhor João Gonçalves. Cruz Machado trocou um imóvel de sua propriedade por esta loja, transferindo-se a sede para ali.

A Aliança Barbacenense Espírita mudou de nome para Aliança Municipal Espírita de Barbacena, em 26 de março de 1973, seguindo a orientação da União Espírita Mineira.

Hoje, a Aliança Municipal de Barbacena (AME) mantem uma livraria na antiga sede, na Rua Monsenhor João Gonçalves, e realiza suas reuniões em todos os terceiros sábados de cada mês às 16 horas, nas diversas casas espíritas vinculadas a AME. Está sediado em Barbacena, o Oitavo Conselho Regional Espírita (CRE), que abrange diversas cidades de nossa região.

A sua tarefa continua a mesma, ou seja, tem sobre sua responsabilidade congregar o espiritismo de nossa região, promovendo eventos para a divulgação da Doutrina dos Espíritos e a busca da unificação de nosso movimento espírita.


INFORMAÇÕES HISTÓRICAS CEDIDAS POR JACINTO BERTOLA E EXTRAIDAS DO INFORMATIVO ATALAIA